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| Foto: Google |
POR Luana Tachiki
No
Brasil, embora bastante consumido, o arroz é vilão para adeptos da alimentação
sadia.Tem baixo valor nutricional, além do auto índice calórico. Mas bem
acompanhado, na quantidade certa, pode ser forte aliado para uma vida saudável.
Para
a Nutricionista e Personal Chef, Fernanda Lima Avena Costa, 33, professora de
gastronomia na Universidade Católica de Brasília – UCB, o arroz é essencial
para uma alimentação sadia e nutritiva. Combinado com o feijão, fica completo. Ela diz que não
podemos perder esse “casadinho” que se consome no Brasil. “A influência de
outros povos e da indústria alimentícia está modificando a cultura do
brasileiro. Podemos até variar de vez em quando o cardápio, porém não podemos tirar nossa riqueza do prato: o arroz com
feijão. Esses dois elementos formam uma alimentação completa, saudável, barata
e bem brasileira”, conta.
Qualquer
arroz consumido puro, deixa de ser uma boa opção segundo Fernanda Avena. “O
arroz é amido, ingerido sozinho só vai fornecer caloria. Importante consumi-lo
com acompanhamento. O feijão, como um leguminoso, entra nessa combinação
perfeita", conclui.
De acordo com
a nutricionista Cainara Lins Draeger, 26,
aluna do Doutorado em Nutrição Humana pela
Universidade de Brasília-Unb, Essa combinação é mesmo uma bela união. "Arroz e feijão: união perfeita. Tem grande importância
nutricional na combinação de aminoácidos e formação proteica. A proteína do arroz é
pobre em lisina, mas excelente fonte de
aminoácidos sulfurados, como metionina e cistina. A proteína do feijão,
relativamente rica na maioria dos aminoácidos essenciais, especialmente em
lisina é deficiente em metionina e cistina. A proporção
ideal entre arroz e feijão são 3 porções de arroz para 1 de feijão”, complementa.
A
Personal Chef, Fernanda Avena alerta sobre algumas combinações que devem ser
evitadas: “A alimentação do brasileiro é muito proteica. Ele mistura arroz, que
tem um pouco de proteína, acrescenta feijão, que possui mais ainda, ovo e carne, consumindo excesso de proteína,
um vilão. Gostamos de misturar arroz, farofa, batata, macarrão, sobrecarregando
as calorias.”. Ela também se preocupa com a quantidade que vai para o prato.
“100g de arroz branco tem quase 400 calorias. No Brasil, consome-se 2000 calorias por dia, comendo muito arroz vai extrapolar essa
média", desabafa.
Segundo Fernanda, existem
outros tipos de arroz, alguns mais calóricos, que substituem o branco tradicional:
- O arroz germinado tem mais
lipídio. Aumenta a quantidade de vitaminas, fibras, minerais e gordura. É
essencial diminuir pela metade o consumo
do arroz integral, mais calórico, diferente do que muita gente pensa.
- O arroz parbolizado vem
pré cozido. De sabor diferente, rico em vitaminas e minerais, é mais saudável que o branco, porém perde para o integral.
- O arroz preto, vermelho e
selvagem tem mais ferro e proteína. Quase
não possuem calorias, porém são caros: 500g do preto, gira em torno de R$ 22,00.
e demoram a cozinhar.
Nos
casos de substituição, existem algumas opções segundo a Nutricionista Cainara Draeger:
“o arroz branco sendo trocado por outras fontes de carboidrato: batata inglesa,
macarrão e pães. Os grãos em sua forma integral por quinoa, painço, batata doce
e inhame, de baixo índice glicêmico", diz.
A Nutricionista também instrui sobre os melhores tipos de arroz na dieta. “O
arroz só engorda quando consumido em excesso e fora do planejamento dietético, principalmente os
do tipo polido, uma vez que o processo de polimento ocasiona perda de
parte das vitaminas, minerais e fibras dietéticas. Dentre os tipos mais populares, o
ideal é optar pelos ricos em fibra e nutrientes como o arroz integral, arroz
cateto integral, arroz selvagem, arroz negro e o parbolizado. O integral é mais
adequado, quando consumido por pessoas que almejam a perda de peso. As fibras
auxiliam na redução da velocidade de absorção de glicose e aumentam a sensibilidade
à insulina, ajudando no controle da glicemia. As fibras também estimulam o
peristaltismo intestinal, provocando maior sensação de saciedade”, conclui.
E para a maioria dos brasileiros esse "casal perfeito" é o prato principal das refeições diárias. Van Lee Francisco Pereira, 26, Professor de inglês,
morador do Cruzeiro Novo, diz que prefere a "duplinha" imbatível nas suas refeições. “Prefiro arroz e feijão porque gosto mesmo. E é mais saudável. Não troco pelo Fast Food, que é muito gorduroso. Em casa comemos diariamente a dupla. Consumo por dia três colheres
(sopa) de cada”. Conta.
MELHOR PREPARO DO ARROZ
A
Personal Chefe e Nutricionista, Fernanda Avena, dá dicas no preparo do arroz:
“Algumas pessoas acham que sabem fazer arroz, porque foram ensinadas pela mãe,
avó ou tv, sem analisar se aprenderam da forma correta. Principalmente no Brasil,
ocorre a mania de lavar e refogar arroz, porque fica mais saboroso ou mais soltinho.
Se você faz dessa maneira, o arroz perde até 60% do amido.” Informa.
Mesmo
que saiba fazer aquele arroz impecável, seguir essa super dica da Personal Chefe: Não lavar, nem refogar, é novo aprendizado para manter sabor, textura, cor e amido. Para o arroz integral,
com cozimento mais demorado, Fernanda Avena sugere deixa-lo de molho de um dia
para o outro, sem comprometer os nutrientes.


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