sexta-feira, 7 de abril de 2017

Paz na Colômbia? Enfim, sim!

              
Foto: Google
Por Luana Tachiki


        Entra em vigor Acordo de Paz após meio século de Guerra Civil entre Exercito Colombiano e as FARC - Forças Armadas Revolucionárias Colombianas. Desta vez sem a consulta ao Referendo. O dia D - 1º de dezembro de 2016 foi um marco aos colombianos, já que no fundo todos queriam paz.
        Além do desarmamento das FARC, o acordo prevê a erradicação dos cultivos de drogas ilegais (que financiavam as atividades guerrilheiras) e programas sociais para integrar mais de 6 mil rebeldes à sociedade civil.


             Em agosto de 2016, o presidente Juan Manuel Santos assinou um Acordo de Paz na Colômbia, assunto discutido há quatro anos. Mesmo assim, a decisão só sairia após um Plebicito, o que foi rejeitado pela grande maioria em outubro de 2016.
          A apertada maioria, votou contra o “Acordo de Paz”. Ele foi rejeitado pela população com 52% do NÃO, contra 49% do SIM, o possível cessar fogo não obteve êxito com a votação do Plebicito.
           Segundo algumas pessoas o Acordo de Paz na Colômbia abriria muitas concessões para os mais de 8 mil Esquerdistas Guerrilheiros das FARC, em que muitos são acusados de cometerem Crimes contra à Humanidade. São mais de 220 mil mortos e 6 milhões de cidadãos colombianos que vivem sob o terrorismo dessas Forças Armadas.
        Uma Guerra Civil entre as FARC – Forças Armadas Revolucionárias Colombiana contra o Exército já ultrapassava meio século e se perpetuava após a maioria dos colombianos votarem “NÃO” ao Acordo de Paz.
          As FARC à princípio tinha cunho ideológico. O grupo lutava pelo fim de um regime capitalista, a favor do socialismo, mas, com o passar do tempo esses Guerrilheiros se transformaram em terroristas criminosos envolvendo sequestros, narcotráficos e crimes de guerra.
          Essa maioria que determinou o Não Cessar Fogo em voto popular, não é que eram contra o Acordo; mas não da maneira em que foi acordada por Juan Manuel Santos, perdoando facilmente e praticamente impune um grupo que durante meio século foi inimigo extremo do governo e do cidadão comum. Essas pessoas só não concordam com as vantagens que o presidente da Colômbia ofereceu para as FARC, com objetivo de sanar logo essa Guerra Civil. O governo propôs um perdão absoluto com drástica redução das penalidades, além de conceder poder político partidário no Congresso para os Guerrilheiros, o que foi fator determinante para a maioria votar NÃO. 
      Porém mesmo após o suposto fracasso, o presidente venezuelano não desistiu das tentativas em sanar essa situação que se arrastava por longos anos trazendo trágicos acontecimentos para o cidadão venezuelano. Foi então que decidiram não consultar o Plebicito, mas promover mais debates pra entrarem em um acordo melhor na qual a população considerasse os esforços para o Cessar Fogo.

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