quinta-feira, 6 de abril de 2017

Esporte ao ar livre, UM HÁBITO BRASILIENSE

Foto: Google


Por Luana Tachiki


Para Organização Mundial de Saúde (OMS), há dois anos cerca de 2,3 bilhões de adultos vão estar com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesos. Atualmente, existem 2,1 bilhões de pessoas nesta condição, o que representa quase 30% da população mundial. Como esses dados estão lotando nossas caixas de e-mails, gerando reportagens e sendo bombardeada na internet, já tem muita gente procurando formas de ficar fora dessas estatísticas. E é por isso que a nova “modinha” em Brasília é: a mudança de hábito.

➽Brasília está cheia de pessoas interessadas em mudar hábitos sedentários. A cidade está repleta de vida - nas praças, academias comunitárias, ciclovias, quadras de esportes, ponte JK, parques como: Olhos D’Água,  Ecológico e da Cidade, gente de várias idades, raças e etnias, tem o mesmo propósito: vida saudável e bem-estar.
Essa “onda”, de “movimentar-se”, envolve cada vez mais pessoas interessadas em uma vida saudável. Após as décadas de 80 e 90,  auge dos alimentos fast-food,  é hora de práticas mais sadias. Podemos considerar que no comportamento alimentar da maioria dos brasilienses, ainda prevalece uma dieta rica em gordura, carboidrato e açúcar, em contrapartida, existe uma preocupação e disposição voltada para uma melhor alimentação e bastante atividade física.
Jonas Rabelo dos Santos, 30 anos, Personal Trainer da Bodytech e Runway, também dá aulas de corrida, ciclismo, funcional core e crosscore. Ele conta que a atividade física no geral, e principalmente, ao ar livre, tem ganhado espaço em Brasília; citando o treino funcional, que pode ser feito ou não em academias, tendo como principal finalidade melhorar o condicionamento físico. “Isso se aplica numa preparação para o cotidiano, auxiliando na postura e agachamento, oferecendo uma conduta mais segura, que pode ser feita ao ar livre”, diz.
Para o personal, o resultado não se resume em quatro paredes, mas em estar praticando algo que o indivíduo goste. “Pode-se ter resultado fora da academia também. Existem alguns equipamentos que você pode utilizar no funcional como: buzu, Tr x, bolas de medicine ball, disco em equilíbrio, bolas de suíça entre outros e pode ser feito free, sem nenhum acessório. Hoje já caiu por terra a ideia de só se ter resultado em academia”, afirma.
Para Jonas o Funcional veio com força total: “Se diz Funcional, porque tem um propósito: mudar os padrões de movimento, como equilíbrio, agilidade e força, além de deixar o corpo mais firme, com o fortalecimento dos elos e consequentemente, você obtêm a queima de gordura e ganho de hipertrofia”, conta.
O coordenador do Grupo Bora Bora (grupo de corrida de rua do Parque da Cidade de BSB) - Edilson Gomes de Assunção, Contador e ativista esportivo, fala sobre o grupo que existe há anos no Parque da Cidade. "Nós começamos em uma pequena turma, e hoje, temos mais de 450 pessoas envolvidas. A equipe Bora Bora é um grupo de amigos, diferente de todas as outras daqui. Não temos fins lucrativos. Procuramos buscar qualidade de vida para as pessoas”. Segundo Edilson, existem vários voluntários como: médicos, professores de educação física e fisioterapeutas.  Qualquer indivíduo que queira uma vida mais qualificada, pode participar.  “A pessoa vem quando quer e porquê busca uma vida saudável. Existem famílias, que estão com a gente, que mudaram muito o estilo de vida”, relata.
O Bora Bora é dividido em quatro categorias: caminhada para quem só anda; Caminhada Trota para quem caminha e corre; e Trota voltado para queles que já correm até 10 km. E por fim, a categoria Velocidade para aqueles que almejam correr numa maratona. 
“Nós temos um calendário acordado até o final de cada ano. E também nós observamos quem tem o perfil das corridas e convidamos”,  diz outro voluntário do grupo, Claudio Piclos de Oliveira, 51,  Bancário, formado em Educação Física,  também Técnico de Vôlei Ball do Brasília Juvenil Feminino.
“Tem um ano que faço parte do Bora Bora. Nós fazemos um trabalho voluntário. Nos treinos cada um colabora como pode: temos um administrador do grupo, outro que monta as tabelas de corrida, e eu ajudo no aquecimento, por exemplo”.  O professor diz que é bem simples integrar à equipe. “Qualquer um pode participar, desde que traga uma avaliação médica encaminhada por um cardiologista”. Finaliza.



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