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| Foto: Divulgação |
Por Luana Tachiki
Tanto
a folha, quanto o grão, tem excelente valor nutritivo. O amaranto é rico em
lisina e aminoácidos sulfurados, apresentando perfil superior ao de outros
cereais. Este pseudo cereal contém em sua composição quantidade significativa de
fibra alimentar (4% a 8%), enquanto que os valores observados nos cereais são
de 2%. Destaca-se, ainda, a presença de importantes minerais como: Ca, Fe, Zn,
Mg e P. (FERREIRA et al, 2007).
Estudos
conduzidos com animais, demonstrando a capacidade do grão em reduzir os níveis
de colesterol sérico, trouxe-lhe a alegação de alimento funcional. Provavelmente
esta propriedade esteja relacionada a efeitos sinérgicos de seus componentes:
fibra alimentar, proteína, balanço de aminoácidos, ácidos graxos e esqualeno.
(FERREIRA et al, 2007).
A semente de
amaranto contêm também outras substâncias que desempenham várias atividades
biológicas na alimentação, como: inibidores de protease, atividade
antimicrobiana, lecitinas, compostos peptídicos e antioxidantes. Na fração lipídica, destaca-se o alto teor de ácidos
graxos polinsaturados, monoinsaturados e o esqualeno (FERREIRA et al, 2007).
“O amaranto contém quantidade
elevada de proteínas, diversas
vitaminas e minerais, como cálcio e magnésio, fundamentais para a saúde óssea;
ferro, auxiliando na prevenção de anemia ferropriva; e zinco, que faz parte do
funcionamento de enzimas digestivas e apetite. Na perda de peso, pode ajudar indiretamente, uma vez que é fonte de
fibras (melhora a função intestinal),”
afirma a Nutricionista Luana Rincon Arruda Daguer Damasceno, Graduada em
Nutrição pela Universidade de Brasília e Pós-graduada em Nutrição Clínica
Funcional pelo Instituto VP/Universidade Cruzeiro do Sul.
O amaranto e seus aminoácidos podem ajudar no
ganho de massa muscular, quando associado à atividade física e outras proteínas
de alto valor biológico. Segundo Luana a semente pode ser ingerida pré ou pós treino. “O amaranto em flocos, consumido
junto à fruta, antes da atividade física é fonte de carboidratos e fibras,
auxiliando na diminuição do índice glicêmico da fruta. Depois, o grão cozido associado a uma
proteína magra, como peixe grelhado ou peito de frango desfiado é outra opção”.
A Nutricionista Shirlei
de Jesus, 37, Graduada na UCB e Especialista em Gestão de Produção de
Alimentação Saudável pela UNB, proprietária da Pró-Nutrição - Assessoria e
Consultoria também fala sobre o ganho de massa muscular com ajuda da
semente. “Isso ocorre porque o amaranto possui boas quantidades de proteínas,
com função de reparar as microlesões em um processo fisiológico normal, quando
se pratica atividades físicas, formando novas células musculares”.
“Quanto à perda de
peso, pode-se considerar que o amaranto,
por ser rico em fibras, auxilia no processo de emagrecimento aumentando
a sensação de saciedade.
Nenhum alimento por si, faz o indivíduo alcançar a perda de peso. Para
atingir este objetivo, seguir uma alimentação saudável e variada é primordial”,
afirma.
Shirlei diz ser fácil
encontrar o grão, aplicado para quem tem problemas de intolerância ou alergia
ao glúten (proteína presente no trigo, cevada, aveia e malte). A nutricionista relata que o uso do
amaranto auxilia na diminuição das taxas de colesterol ruim (LDL) no sangue, como
também melhora a função intestinal. Acredita que além de nutritiva a semente é
muito versátil e prática, sendo ingerida de várias maneiras: cozida, tostada e
flocos; Ainda pode ser consumida em pão, tortilha, crepe, pudim, bolo, pasta,
torta, mingau, panqueca, massa alimentícia, confeito, vitamina ou iogurte. As
folhas do amaranto podem ser utilizadas como hortaliça em salada, concentrado
protéico, sopa e recheio.
No Brasil, o amaranto tem sido
cultivado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA – Cerrado)
na cidade de Planaltina – DF, pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do
Rio Grande do Norte (CEFET – RN) na cidade de Natal – RN, e por alguns pequenos
horticultores (COSTA, 2007). Aos interessados em incluir o alimento em grãos,
farinha ou flocos pode encontrá-lo disponível em lojas de produtos naturais, em
grandes redes de supermercados, empórios e feiras.
Fontes:
http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=838&categoria=23 –
Acessado em 03 de maio de 2015.
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[s.l.] EMBRAPA Agroindústria de Alimentos, 2004. p.31.
MENDONÇA, S. Efeito
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2005. 190p. Tese
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e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, v. 12, n. 1, p. 47–56,
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2 - BLÁCIDO, D, R, T. ; SOBRAL, P.J.A.
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4-FERREIRA, T. A. P. C.;
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São Paulo, São Paulo, 2006.


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